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Nas ruas do centro de Aracaju, o famoso bloco “Rasgadinho”
atraiu milhares de pessoas, entre crianças, jovens e idosos, para participar de
uma das maiores manifestações da cultura popular do país. Fundado em 1962, o
bloco se tornou referência para o carnaval de rua, sendo o maior da capital em
número de público. Completando bodas de ouro em 2012, o “Rasgadinho” mantém as
tradições, celebrando em grande estilo seus 50 anos de história.
Em cinco décadas, quase oito anos foram empenhados
em resgatar o Carnaval de Aracaju. “Hoje, a gente pode dizer que Aracaju tem carnaval
de rua, com muita alegria e tranquilidade. Um carnaval da família, que não
deixa a desejar a nenhum outro”, afirma o vereador Robson Viana, um dos
organizadores do evento.
Apitos, confetes, serpentinas e bonecos gigantes
saudaram o bloco que seguiu em cortejo pelas ruas dos bairros Cirurgia, Getúlio
Vargas e Centro. Foram 7 quilômetros de percurso ao som de muito frevo e das
marchinhas carnavalescas. Os foliões também deram um show à parte, num desfile
marcado pela irreverência e pela criatividade das fantasias.
O salva-vidas Marcos Antônio foi um dos destaques
do dia. Fantasiado de Jack Sparrow, o pirata mais famoso de Hollywood, do filme
“Os piratas do Caribe”, Marcos chamou a atenção do público e arrancou risos de
quem assistia ao desfile. Acompanhado dos amigos, ele também levou um caixão
todo ornamentado para o cortejo, que serviu como suporte para carregar a caixa
térmica das bebidas.
“A figura do pirata, aliás, sempre esteve presente nos carnavais de todo o País.
Com o sucesso do Jack Sparrow, eu me inspirei no personagem do ator Johnny Depp
para fazer a minha fantasia e brincar. O carnaval dá chance para a gente criar,
sempre com muita animação e muita irreverência”, comenta.
Mas se a intenção era apenas acompanhar a passagem
do bloco sem cair na folia, cada um dava seu jeitinho para não perder o melhor
da festa. Na varanda de casa, na janela, pendurado em uma árvore ou até mesmo
na laje, valia tudo para prestigiar o carnaval de rua de Aracaju.
Dona Selma, 61 anos, acompanhou o desfile da
varanda. Apesar de ter confessado não gostar muito de Carnaval, ela admitiu que
é impossível resistir à brincadeira, não importa a idade. “Apesar de não gostar
muito de Carnaval, eu aprecio bastante o “Rasgadinho”, porque é uma festa bem
organizada e que anima o público da cidade. Por onde o bloco passa, vai
arrastando a multidão. Qualquer um pode participar da festa, não importa a
idade. Desde que brinque com responsabilidade”, ressalta.
Ao final do desfile, um palco montado no meio da
avenida Pedro Calazans garantiu a festa do público presente, que brincou até a
madrugada do domingo. A cantora sergipana Carla Isabela abriu a noite de shows
com muita animação. Além dela, também se apresentaram o grupo Cajuína, Geração
do Frevo, Rogério e o cantor Medeiros. (Fonte:
Faxaju)
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