Espaços Públicos

O paisagismo não é mais uma questão apenas estética. É, principalmente, sinônimo de bem estar e qualidade de vida. Para incorporar tal conceito – felizmente –, os governos têm tratado os espaços públicos com cuidado especial. Assim, praças, alamedas e orlas marítimas de todo o Brasil ganham belos e funcionais projetos paisagísticos num convite à contemplação e ao relaxamento.
Em Aracaju, o símbolo máximo dessa concepção é a Orla de Atalaia. Os arquitetos Anarlene e Everaldo Ribeiro foram responsáveis pelo paisagismo do principal cartão-postal da capital sergipana, cujo projeto urbanístico é do colega Eduardo Carlomagno. Erguida no segundo mandato de João Alves Filho como governador de Sergipe, a Orla de Atalaia é mantida pelo atual governo, o de Marcelo Déda.
Muita gente promove atividades em que é possível abusar do verde, como fazer piqueniques à beira dos lagos. “Eles são maravilhosos. São de uma beleza ímpar”, destaca a arquiteta-paisagista. Segundo ela, torná-la tão vistosa foi possível com a colocação de cobertura vegetal para diminuir o índice de calor, já que em Aracaju é verão durante quase todo o ano. Também foram transplantadas mais de mil mudas de coqueiros, uma das vegetações que não são nativas, mas que se adaptam muito bem ao clima sergipano.

 

Além da Orla de Atalaia, outros logradouros também foram projetados e executados de tal forma que o paisagismo está totalmente incorporado à arquitetura da cidade, a exemplo do calçadão do bairro Treze de Julho, onde está o mirante. Construído no mandato do prefeito João Augusto Gama, entre 1997 e 2000, o calçadão da Treze de Julho tem projeto arquitetônico de Clarisse de Almeida e paisagismo executado também por Anarlene e Everaldo. Durante algum tempo, o espaço foi ‘adotado’ pela Petrobras, mas agora é a Prefeitura de Aracaju que faz a manutenção.

 

Ali, no entanto, o conceito é completamente diferente do da orla. Não foi feito com o objetivo principal de turismo, mas de embelezamento do lugar e prática de esportes, especificamente para caminhada. “Quando foi edificado, sugeriu-se ter muito mais área permeável do que impermeável. Assim, o ajardinamento foi projetado de tal forma que as pessoas se sentissem tão bem com a beleza do lugar, que se esquecessem do odor forte existente ali”, explica Anarlene. Isso foi possível com as palmeiras, ipês, amendoeiras, acácias e outros tipos de árvores.
 

Foto da galeria dos produtos.